6 – Morte dos Reis

Morte dos Reis – Bernard Cornwell

Sinopse: O amado rei Alfredo está em seu leito de morte. Vendo os dias do soberano se aproximarem do fim, a nobreza saxônica está inquieta: o herdeiro ao trono, príncipe Eduardo, não tem a mesma popularidade do pai, e seus inimigos são numerosos. Enquanto candidatos à coroa surgem a todo o momento, os vikings, antigos adversários dos saxões, se preparam para aproveitar a instabilidade em Wessex e atacar o reino rival. Mas Alfredo fará de tudo para garantir que a paz que instaurou em seu reino perdure após sua morte. Para isso, ele conta com Uhtred, guerreiro saxão que o serve há anos.

Depois de derrotar o exército de Haesten em Beamflot, outro perigo se aproxima: a morte de Alfredo, o Grande. Com a saúde extremamente debilitada, a qualquer hora o rei pode morrer e os dinamarqueses só pensam em se aproveitar desse momento para finalmente conquistar Wessex, depois de várias tentativas frustradas.

Para mim, o 6º livro das Crônicas Saxônicas não manteve o bom ritmo dos livros anteriores. Não que isso seja ruim, mas eu estava tão acostumado com aquela narrativa deslumbrante que não senti a mesma coisa com esse livro. Tirando esses contras, o resto ficou ótimo!

Há épocas em nossa vida em que nada parece estar acontecendo, quando nenhuma fumaça revela uma cidade ou uma propriedade incendiada e poucas lágrimas são derramadas para os mortos recentes. Aprendi a não confiar nesses tempos, porque se o mundo está em paz significa que alguém está planejando uma guerra.

Morte dos Reis é um livro repleto de armadilhas muito bem planejadas. Uhtred precisa utilizar-se desse artifício para escapar das lâminas dinamarquesas, pois o inimigo está sempre em maior número. Além disso, como já é de praxe da série: TRAIÇÕES. Uma pior que a outra, podendo até mesmo mudar o rumo da guerra…

Se fracassasse, a profecia de Ælfadell seria cumprida e Uhtred de Bebbanburg morreria naquele miserável pântano invernal e eu mataria a maioria dos homens que estavam ao meu lado. E como eu amava aqueles homens! Naquela noite fria e sofrida, enquanto avançávamos para uma luta desesperada, eles estavam cheios de entusiasmo. Confiavam em mim como eu confiava neles. Juntos ganharíamos reputação, homens em salões por toda a Britânia contariam as histórias de nossas façanhas. Ou de nossa morte. Eram amigos, homens jurados, jovens, guerreiros, e com homens assim seria possível penetrar nos portões do próprio Asgard.

Não posso esquecer de falar da decepção de Uhtred ao saber que seu filho de mesmo nome deseja ser padre e não guerreiro, como seu pai desejava. Logo ele que é filho do maior guerreiro saxão!


Por Vagner Stefanello. Resenha transcrita do blog desbravandolivros.blogspot.com.br.

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