2 – O Cavaleiro da Morte

O Cavaleiro da Morte – Bernard Cornwell

Sinopse: “O Cavaleiro da Morte” é um belíssimo relato de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. O livro começa no dia seguinte aos eventos de O último reino, primeiro volume da série. São tempos terríveis para os saxões. Derrotados pelos vikings, Alfredo e seus seguidores sobreviventes procuram refúgio em Æthelingæg, a região a que ficou reduzido o reino de Alfredo. Aí, encobertos pela neblina, viajam em pequenos barcos entre as ilhas na esperança de se reagruparem, e encontrarem mais apoio.

Ao reunir o Grande Exército, os vikings têm apenas uma ambição: conquistar Wessex. Quando atacam em uma escuridão impiedosa, Uhtred se vê surpreendentemente do lado de Alfredo. Aliados improváveis: um rei cristão devoto e um pagão que vive da espada. Alfredo é um erudito; Uhtred, um guerreiro cheio de arrogância. No entanto, a desconfortável aliança é forjada e os conduzirá dos pântanos para a colina íngreme, onde o último exército saxão lutará pela existência da Inglaterra.

Narrado em 1ª pessoa, O Cavaleiro da Morte possui uma narrativa ainda mais intensa do que a do livro anterior. Após vencer a batalha em Cynuit e matar Ubba Lothbrokson, nosso protagonista volta para casa e tenta retomar a sua vida. Mal sabe ele que o destino está sendo tecido e a guerra o espera novamente…

O reino de Alfredo ficou reduzido à Aethelingaeg, região pantanosa localizada à sudoeste de Cippanhamm. Lá eles precisam reorganizar-se, pois os vikings estão formando um grande exército para conquistar o último reino que resta na Inglaterra, Wessex.

Sabia que era idiota, sabia que provavelmente morreria se fosse de novo, mas éramos guerreiros e guerreiros não admitem ser derrotados. É reputação. É orgulho. É a loucura da batalha.

Bernard Cornwell me surpreende positivamente livro após livro. Têm horas que me pego rindo e perguntando: “Como é que ele consegue fazer isso? Eu achei que nada ia acontecer depois disso e ele me prega essa peça?”.

Mas há algo que não posso esquecer de falar: a descrição das paredes de escudos são sensacionais. Querem ver como não estou mentindo?

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Então chegou o medo. A parede de escudos é um lugar terrível. É onde o guerreiro ganha reputação, e reputação é importante para nós. Reputação é honra, mas para obter essa honra o homem deve ficar na parede de escudos, onde a morte campeia. Eu estivera na parede de escudos em Cynuit e conhecia o cheiro, o fedor da morte, a incerteza da sobrevivência, o horror dos machados, espadas e lanças, e o temia. E ele estava chegando.

É impossível não gostar de um livro com uma descrição tão rica como essa. Bernard Cornwell nos coloca no campo de batalha e nos faz sentir na pele o gosto amargo do sangue, como vocês verão no final do livro, onde a Batalha de Ethandun é retratada.


Por Vagner Stefanello. Resenha transcrita do blog desbravandolivros.blogspot.com.br.

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